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Da solidão em brumas onde o mar é frio, gélido e o som das
ondas batem calmamente sobre as pedras calejadas, em estruturas formadas
pela seqüência constante da maré.
Do alto da colina pode-se avistar a embarcação, em doce e leve navegar o
farol, e sua solidão dentre a imensidão
de areia, o mar e o nada.
Solitário, nos confins do mundo
para que embarcação imensa se afaste dos arrecifes. E, mais inerte que o
farol o faroleiro que mora ali, só como ermitão.
Traduz em seu límpido olhar algo, que o mais esperto executivo, o mais
sábio dos bacharéis e nem reis ou grandes esportistas podem sequer sonhar.
É deslumbrante a lucidez e a sabedoria da alma, que solitária, encontra
aconchego, se preenche e se suplanta em reconhecimento de si mesmo. E
incredulamente, traduz-se, define-se como um homem feliz.
Dentre as mais tristes tristezas do mundo, a pior, é sentir-se solitário.
Ou sentir a solidão de não reconhecer a si mesmo como uma boa companhia.
16:48 28/06/03
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