Quando o tom da viola chega á alma...
Lembra cheiro de mato, do andar sem rumo...
só subindo ou descendo morro...
até chegar a clareira onde o rio faz a curva
e, na mansidão suave do correr rumo a seu destino.
Faz um barulho que mais é um murmúrio,
onde diz que tem vontade própria
Que é forte e feroz quando necessário
mas, sabe dizer que é calmo e límpido ,
claro e sereno é capaz de matar sede de viajante,
ou de bicho errante.
É dono de uma rota, traçada passo a passo,
gota a gota... às vezes, em turbulenta e volumosa
torrente que aumenta em muitas vezes sua corrente
por causa das chuvas e tempestades...
E depois, gota a gota, novamente mostra que existe um amor
entre a terra e a água, onde uma alimenta a outra
sem que cada qual deixe de fazer o seu papel, em dar e criar vida.
Mostrar que a cada ser que morre, renasce de outra forma
em eterna transformação.



19:19 h de 13/07/03

 

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